“Você me causa arrepios, calafrios e um monte de outras reações que o meu corpo sempre se recusou a ter. Por que?  Por que você foi aparecer assim? O que você tem que ninguém nunca teve? Eu não sei se você sabe, mas você é capaz de me fazer levitar apenas com suas palavras, pensamentos, ideais e leveza. Você me traz paz, uma paz que nunca me permiti sentir antes. Parece que quando estou ao seu lado todos os problemas do mundo ganham uma solução, e que seu abraço é suficiente para afastar qualquer dor que eu possa sentir. Fica difícil colocar a cabeça no travesseiro e não pensar em você, em como seria se estivéssemos juntos e no monte de coisas que você me faz sentir. Mais difícil ainda é não sonhar com você depois de um dia inteiro tentando não pensar em nós dois.”


Eu acho que a pior parte de tudo isso não foi perdê-lo. Foi me perder. 


Acho que parte de mim sabia desde o segundo em que eu o vi que isso iria acontecer. Não é na verdade nada que ele disse, nem nada que ele fez, mas sim o sentimento que veio junto com ele. A coisa louca é que eu não sei se eu sequer me sentirei dessa forma de novo. Mas também não sei se eu deveria. 


Se bem me conheço, vou me arrepender e te procurar, eu sei.

Mas no fim você volta. Você sempre volta. Mesmo depois de uma daquelas nossas brigas feias que ficamos sem nos falar por dias, semanas ou até meses, quem sabe. Mesmo depois de você ter se encontrado com todas as mulheres desse mundo dizendo que dessa vez, com elas dariam certo. Mesmo quando a sua vida se ajeita e finalmente tudo se encontra no lugar. Mesmo depois de dizer que nunca mais voltaria. Só que você volta. Volta e ainda diz que tá com saudade, que sente falta, que não sabe viver sem. Agora me diz, que espécie de pessoa deixa eu colocar a minha vida no lugar, e depois volta pra deixar tudo pelo avesso? Que espécie de pessoa me deixa conhecer os melhores caras desse mundo, e depois volta só pra me mostrar que ninguém é melhor que você? Que espécie de pessoa que vive bem comigo, sem migo, e depois volta pra lembrar a falta que me faz? ASSUMO, NÓS NÃO TEMOS MAIS JEITO. Você não tem jeito porque sempre volta, e eu não tenho jeito porque sempre deixo a porta aberta.

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.

Eu não sou o melhor para você, certo? E sabemos que você também não é o melhor para mim, não é mesmo? Cada um pro seu lado, combinados? Caramba, estamos bem mais crescidos e maduros, legal, né? É como dizem, foi bom enquanto durou. Então é isso. Até logo, dois beijinhos no rosto, desce pro pescoço, um sorriso malicioso… Fugiu do controle. Só mais umas horas, mais umas noites, mais uma vida. Fazer o quê? A gente tenta se desamar outro dia… Hoje não.

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“E nesse desespero em que me vejo, já cheguei a tal ponto de me trocar diversas vezes por você, só pra ver se te encontro..”